quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Gestalt-oncologia: a construção de um caminho


Em 6 de outubro de 2010 aconteceu mais uma edição do Gestalt em Ato com o trabalho Gestalt-0ncologia: um lugar além da doença, apresentado pelas Psicólogas Maria Balbina Gappmayer e Ana Carolina Seara e reuniu psicoterapeutas com experiência em áreas distintas.


O encontro iniciou com uma exposição e discussão sobre o Projeto Gestalt-oncologia: um lugar além da doença, desenvolvido desde 2008 pelos profissionais do Instituto Müller-Granzotto. A partir das discussões e compartilhamento de experiências realizado entre os participantes, o encontro propiciou uma reflexão sobre as expectativas do clínico e as demandas dos consulentes que buscam este trabalho. Uma reflexão sobre os ajustamentos aflitivos e as possibilidades de trabalho na clínica gestáltica vinculada a tais demandas gerou ricas contribuições para que fosse possível ampliar o olhar para as formas de intervenção, já que o clínico gestáltico trabalha a partir de uma ética e com a noção de campo.


Agradecemos a presença de todos os envolvidos nesse trabalho e no desenvolvimento das sementes para novas possibilidades. Dando seqüência ao projeto em novembro teremos: “Onde está a criança no atendimento infantil?”

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Um lugar além da doença: Gestalt-oncologia

Maria Balbina Gappmayer
Ana Carolina Seara

As demandas que chegam ao consultório são as mais variadas possíveis. Mas, sem dúvida alguma, as mais comuns dizem respeito a dificuldades nos relacionamentos, sejam amorosos, familiares, profissionais ou outros. E, o psicoterapeuta, normalmente, só é procurado quando sentimentos como angústia e/ou ansiedade ficam insuportáveis. Mas como proceder quando, além dessas demandas, nos deparamos com situações de doenças graves, como um diagnóstico de câncer? É possível oferecer a tais consulentes “um lugar além da doença?” Estas e outras questões farão parte da discussão do Gestalt em Ato, deste mês.

É importante termos claro que não basta apenas acolher os consulentes que chegam ao consultório com diagnóstico de uma doença oncológica e que trazem demandas que envolvem risco de morte, mutilação (decorrentes de cirurgias), perda de capacidades fisiológicas básicas, mas também identificarmos que o consulente está enfrentando um quadro aflitivo.

Se considerarmos o início do tratamento, a fase em que se recebe o diagnóstico, podemos identificar um ajustamento aflitivo (ético-político), uma vez que o consulente lida com uma situação para a qual não possui dados. Não existe um fundo acessível para que possa encontrar formas possíveis para lidar com a nova situação. Para que o terapeuta, no entanto, possa trabalhar com essa demanda; em primeiro lugar, precisa ter claro qual é a sua forma pessoal de lidar com tais questões, pois, em um trabalho psicoterapêutico com consulentes em tratamento oncológico, essas perdas e ressignificações estarão presentes ao longo de todo o processo.

É, a partir da experiência no Projeto Gestalt-oncologia, desenvolvido pelos profissionais do Instituto Müller-Granzotto, e do referencial teórico sobre os ajustamentos na clínica gestáltica, que o Gestalt em Ato de outubro se propõe a discutir, e você é nosso convidado para conhecer esse olhar.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Gestalt nas Organizações

Em 1 de setembro de 2010 aconteceu mais uma edição do Gestalt em Ato com o trabalho Gestalt nas organizações, apresentado pelos Psicólogos Graziela Bonatti e Cleber de Paula. O encontro reuniu estudantes e profissionais com experiências distintas: alguns que já atuaram na área e outros que não tinham contato com a área, todos interessados em conhecer essa forma de trabalho.

O trabalho iniciou com um levantamento das expectativas dos participantes e uma introdução de conceitos da GT como self e suas funções, hábitos, inibição, campo, desvio, ajustamentos evitativos e de busca e de como é possível ver isso acontecendo na prática diária de quem trabalha com organizações. A partir das discussões o lugar do Psicólogo nas organizações pôde ser ampliado do Psicólogo que somente recruta, seleciona e treina pessoas, para o lugar em que o Psicólogo lida com as relações humanas e está a todo momento em relação com as pessoas da empresa também.

Agradecemos a presença de todos os envolvidos no sucesso desse trabalho! Dando sequência ao projeto em outubro teremos: Gestalt-oncologia:Um lugar além da doença

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Gestalt nas Organizações?

Graziela Bonatti
Cleber de Paula

Sim, e por que não?

Essa é a proposta que começamos a discutir dentro de um grupo de diversos profissionais da área de RH, Psicologia Organizacional, Psicologia do Trabalho e Gestalt terapeutas.

E nos questionamos: qual seria a contribuição que a Gestalt Terapia poderia trazer para dentro de uma organização?

Essa é uma questão que ainda não se responde por si só, mas já podemos arriscar e afirmar que olhar gestalticamente para uma organização é perceber-se em relação, como alguém que está lidando, a todo o momento, com aquilo que, muitas vezes, lhe parece próprio ou alheio, mas que, a bem da verdade, trata-se tão somente de um modo de ser no campo - o campo no qual nossas relações se estabelecem. Um campo que, ao contrário do que comumente imaginamos, não ocupa um lugar físico, mas se constitui, ele próprio, nas relações, na troca, no como nos sentimos com aquilo que nem sempre nos é explicitado, mas que podemos, de alguma maneira, sentir ou, se preferirmos, intuir. Sendo assim, podemos considerar que uma organização, por se tratar de um local onde convivemos com as mais diferentes pessoas, enseja a possibilidade da configuração de diversos e variados campos.

E como nos sentimos nesses campos? Como agimos a partir de como nos sentimos? Como as pessoas trabalham, criam e se relacionam nas organizações? Como podemos oportunizar a expressão do que se passa com as pessoas e o que é possível criar a partir desse lugar?

Será aqui, nesse contexto, que estaremos tratando do que chamamos de ética na Gestalt Terapia. Ética que é abrigo e desvio, pois se propõe a olhar para esse lugar em que o estranho e o desconhecido em nós se apresenta, encontra abrigo e, ao encontrar abrigo, pode então transformar-se na matéria-prima de construções vindouras.

Além disso, questionamos se há lugar para essa ética dentro das organizações e como se daria a construção dessa possibilidade em nossas práticas diárias.

Estas são algumas das questões que irão permear nossas discussões e então, a partir delas, nascer a proposta da atuação gestáltica dentro das organizações.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Um olhar gestáltico sobre a psicose


Em 4 de agosto de 2010 aconteceu mais uma edição do Gestalt em Ato com a apresentação do trabalho Em busca do quê? Um olhar gestáltico sobre a Psicose, contando com a presença de aproximadamente 20 pessoas, entre profissionais e estudantes.

Após a apresentação do filme Lars, houve um debate sobre como a gestalt-terapia compreende os ajustamentos de busca ou psicóticos (segundo a literatura psi). O debate propiciou um espaço de discussão onde pôde-se refletir sobre as formas de trabalho nesse campo de atuação, suas decorrências e possibilidades.

Agradecemos a presença de todos os envolvidos no sucesso desse trabalho! Dando sequência ao projeto em setembro teremos um olhar sobre: Gestalt nas organizações.