segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Feira das profissões- um sucesso!




No dia 10 de agosto, o Núcleo de Atenção aos Adolescentes e Famílias organizou o Gestalt em Ato: Feira das Profissões. Esse núcleo de trabalho está desenvolvendo o Projeto Juventude MAIS, que conta com atendimentos individuais e em grupos terapêuticos focados para jovens e famílias.

Na Feira das Profissões, contamos com a participação de quinze profissionais e de pré-vestibulandos entre 16 a 18 anos de diferentes escolas da região da Grande Florianópolis. 

Fazemos escolhas diariamente e muitas delas nem nos damos conta que fazemos, pois se tornam habituais.  Na adolescência, somos convidados a fazer grandes escolhas, grandes no sentido das expectativas geradas em torno delas e também pelas dificuldades e dúvidas em fazê-las. As escolhas são orientadas por nossas vivências, por nossas identificações e também por fantasias e projetos futuros.  Para alguns adolescentes, a falta de informação profissional e o medo de arriscar-se dificulta o ato de escolher. 

Fundamentado neste ponto de vista, o Núcleo promoveu a Feira das Profissões, que teve como principal objetivo a informação profissional. Foram realizadas dez oficinas, coordenadas por um profissional e, em cada uma delas, formou-se um grupo de bate papo, em que os alunos perguntaram e manifestaram suas curiosidades em relação ao exercício profissional e ao curso de graduação. 

Essas oficinas proporcionaram um momento de acolhimento às dúvidas e às ansiedades bem como a ampliação de dados de realidade que servem de pontos de apoio facilitando as escolhas.  

 A Feira das Profissões tornou-se ATO pela presença dos seguintes profissionais:



Administração: Carlos Eduardo Merlin

Design de interiores - Gizely Kremer

Direito: Ana Paula Mandelli e Camila Cardoso

Economia - Lucas Chacha

Eng. de Controle e Automação - Cristian Gunsch Moura
Eng. Mecânica - Arthur Boeing e André Hotta

Eng. Sanitária Ambiental - Amanda Bordin 

Fisioterapeuta - Daniela Rabelo

Letras Português - Simone Schmidt
Odontologia -  Fábio Silva
Pedagogia - Carolina Schappo

Psicologia- Diogo Boccardi
Secretariado Exec. Bilíngue - Stefani Souza


O Núcleo agradece a todos vocês por emprestarem gratuitamente, a estes jovens, um pouco de si e de sua história,  favorecendo o processo de assimilação e identificação profissional.

Equipe Organizadora:

Maria Teresa Mandelli

Fernanda Tagliari

Gabriela Mafra



sábado, 3 de agosto de 2013

AGENDA 2013

AGENDA 2013

1. CRIAR E RECRIAR A CLÍNICA INFANTO-JUVENIL
Data: 25 de julho / quinta feira / 19h
Local: IMG - Unidade Centro
Público: Interessados no tema
Coordenação: Carolina Koneski e Maria Teresa Mandelli

2. FEIRA DAS PROFISSÕES
Data: 10 de agosto / sábado / das 14h às 17h
Local: IMG - Unidade Santa Mônica
Público: Pré-vestibulandos e seus cuidadores
Oficinas com profissionais de diversas áreas e Oficinas com os pais
Coordenação: Mellize Cardoso e Maria Teresa Mandelli

3. ATENÇÃO PSICOSSOCIAL - As dimensões ética, política e antropológica nas psicoses.
Data: 19 de setembro / quinta feira / 19h30
Local: IMG - Unidade Centro
Público: Interessados no tema
Coordenação: Diogo Boccardi e Tamara Emerim Guerra

4. O COTIDIANO DO ACOMPANHAR NA PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL: AT COMO RECURSO.
Data: 24e outubro / quinta feira / das 10h às 12h
Local: IMG - Casa Lar Municipal de Biguaçú
Público: Profissionais de Instituições de acolhimento à crianças e adollescentes
Coordenação: Mariana Vidal

5. EM LUTA - As possibilidades de intervenção clínica nas vivências de perdas e lutos.
Data: 07 de novembro / quinta feira / 19h
Local: IMG - Unidade Centro
Público: Interessados no tema
Coordenação: Greici Will Coelho

6. ELVIS E MADONA - Os lugares que ocupamos nas relações amorosas.
Data: 21 de novembro / quinta feira / 19h30
Local: IMG - Unidade Centro
Público: Interessados no tema
Coordenação: Cristiani do Nascimento Peixoto e Maria Teresa Mandelli

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A clínica infanto-juvenil e os sistemas íntimos: uma parte do todo

 

Carolina Koneski

Maria Teresa Mandelli

Desde muito pequenos somos arrematados por desejos e demandas advindas do primeiro contexto social no qual somos inseridos - a família, que escolhemos chamar de sistema íntimo.

Segundo Oaklnader (1992), a família é o primeiro contexto do qual a criança faz parte, sendo o mais relevante nos seus primeiros anos de vida pelo forte vínculo de dependência entre a criança e a família e pela presença intensa do processo de assimilação no início da vida. Dessa forma, ao pensarmos a Clínica infanto-juvenil, ao recebermos uma criança ou adolescente em nosso consultório, precisamos ficar atentos aos pedidos, quem pede o quê? Para que está servindo esse comportamento da criança nessa família? De que forma a família se beneficia desse tipo de comportamento? O que pode acontecer se a criança ajustar-se de forma diferente? 

Importante pensar a partir de uma concepção da auto-regulação familiar, para compreendermos a forma como a criança se apresenta; isso pode nos levar a perceber a forma relacional da criança e qual a sua função no sistema íntimo. Por exemplo, a criança que dorme com os pais ou a criança que não consegue ‘suportar’ a ausência da mãe. O que esses pais, de fato, não suportam? O que pode estar orientando essa dependência? Quem torna-se dependente?

Se, em nossa compreensão clínica, a família é entendida como um todo relacional corresponsável por aquilo que se manifesta a partir de sintomas, o trabalho clínico faz-se necessário em conjunto. Tal intervenção fundamenta-se na seguinte articulação,

 “Os distúrbios estão no campo; é verdade que eles derivam dos “conflitos internos” dos pais, e resultarão, posteriormente, em conflitos introjetados no filho ou filha à medida que estes se tornam independentes. Porém sua essência na relação sentida e perturbada é irredutível as partes. Desse modo, a criança e os pais têm de ser considerados juntamente”. (P.H.G,1997, p.161).
Enfim, é nesta vivência de campo, que o clínico poderá ser arrebatado pela forma familiar e, através disso, encontrar um lugar para aquilo que é estranho e comumente está alienado da responsabilidade familiar.

Venha participar essa discussão no próximo Gestalt em Ato, dia 02 de outubro de 2012, às 19hs, no Instituto Müller-Granzotto  (centro) para o úlltimo trabalho desse ano!! 

Referências:

Oaklander, V. Descobrindo crianças: a abordagem gestáltica com crianças e adolescentes. São Paulo: Summus, 1980.
Perls, F. S.; Hefferleine, R.; Goodman, P. Gestalt-TerapiaSão Paulo, Summus, 1997


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Setembro: Grupos e Gestalt





Na terça-feira, dia 04 de setembro de 2012, foi realizada pelo terapeuta, Rodrigo Gomes Ferreira, mais uma edição do Gestalt em Ato com o trabalho: Clínicas Gestálticas: acompanhamento e desvio no plural. Esse encontro reuniu profissionais interessados em conhecer mais sobre grupos e Gestal-terapia. 

O encontro foi conduzido de maneira informal trazendo à tona questionamentos, experiências e possibilidades de trabalho com grupos em  Gestalt-terapia. O clima de conversa foi a marca desse encontro que reuniu um grupo de profissionais que desejava aprofundar mais a discussão sobre o alcance dessa forma de trabalho.  Rodrigo compartilhou também  sua experiência de trabalho com o grupo: "Amor, Sexo, Paixão, e eu?” desenvolvido ao longo de 2012 no Instituto Muller-Granzotto.

Agradecemos a participação de todos aqueles que estiveram presentes em mais uma edição do Gestalt em Ato e convidamos para o último trabalho deste ano,  Clínica Infanto-Juvenil e Sistema Íntimo, que será apresentado no dia 02 de outubro de 2012.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Clínicas Gestálticas em Grupo: acolhimento e desvio no plural



                                                                                                                        Rodrigo Gomes Ferreira
 
A configuração grupal é uma das disponíveis para se fazer clínica, e é utilizada pelos clínicos da Gestalt-terapia desde seus primórdios. Acolher o que há de estranho, abrir horizontes de futuro e construir conhecimentos implicam uma ética de singularidade ao sujeito que surge durante uma consulta. 

E, como seguir com tal postura quando tal consulta parte de vários corpos, ao mesmo tempo, no mesmo lugar, com diferentes formas? Haveria aí mais de um sujeito ou a perda da singularidade? 

A intenção desta atividade do Gestalt em ato é contribuir para questões relativas ao trabalho clínico/terapêutico em grupo com as clínicas gestálticas, quando a singularidade do sujeito clínico se mostra no plural.