terça-feira, 9 de novembro de 2010
Contato e Sexualidade
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Novembro: Onde está a criança no atendimento?
O trabalho iniciou com uma apresentação dos participantes seguida de um experimento clínico para que cada participante pudesse acessar “sua criança” e assim adentrar no universo infantil. Esse regaste possibilitou introduzir a forma a partir da qual o clínico na abordagem gestáltica trabalha, a partir de suas vivências. Em seguida houve uma apresentação das bases teóricas e a metodologia que fundamentam o trabalho nesse campo e uma discussão sobre a forma de trabalho do Gestalt-terapeuta na clínica infantil: e a partir de que olhar ele percebe a criança dentro do atendimento e de que forma a família está implicada nesse processo.
Agradecemos a presença de todos os envolvidos no sucesso desse trabalho! Dando seqüência ao projeto em dezembro teremos um olhar gestáltico sobre Contato e Sexualidade.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Onde está a criança no atendimento infantil?

Carolina Prado Koneski
Imaginem, reflitam sobre os motivos que levam a criança e sua família a procurarem uma psicoterapia. Pais e criança realizam pedidos, pedido este realizado pela criança, que normalmente não corresponde ao pedido familiar.
A criança vem à terapia porque se encontra impedida de fluir e cristalizada em alguns padrões que não estão sendo experimentados como satisfatórios. O processo é interrompido, é como se o mundo não lhe oferecesse condições para que esse contato flua, e o crescimento aconteça. Assim, a criança muitas vezes denuncia uma dinâmica familiar falida, denuncia um sintoma. Podemos refletir, no entanto, que esta criança, na estrutura familiar, vem sendo a figura mais saudável, pois o sintoma neste momento é o melhor representante de um ajustamento criativo. São as sucessivas tentativas da criança em desenvolver uma melhor forma de lidar com a impossibilidade de criar.
Diante dessa dinâmica, qual deve ser a postura do terapeuta? No contato inicial, a criança insere o terapeuta no convite do brincar, basta estar presente, compartilhar esse convite. Mas é no encontro terapeuta e criança, na relação de campo que se configura naquele momento, que há possibilidade de a criança reconhecer suas necessidades emergentes e experimentar satisfazê-las. O brincar permite que a criança experimente, faça contato com o mundo do qual ela faz parte, buscando possibilidades de atuação, refazendo o caminho. O brincar é um dos recursos mais importantes, e é fundamental na prática clínica com crianças, pois através dele o terapeuta ajuda a criança a se apossar do que é dela, ficando atento para a apreensão do sentido da brincadeira para aquela criança, ressignificando vivências. Junto com a criança e em sintonia com ela o terapeuta fornece condições, durante o brincar, para que ela desenvolva o auto-suporte ampliando seu fluxo de awareness. Na brincadeira, a criança exercita o seu próprio ajustamento criativo, reconfigura seu campo através do contato e reconhece uma nova forma de aproximação.
O brincar é como se a criança novamente vivenciasse a cena. Todo brincar é um ato, uma ação, um acontecimento por si. Sempre atual em obra e processo.
A CRIANÇA do terapeuta é presentificada e bastante solicitada no atendimento à criança. Vale perguntar, revisitar e dialogar com sua criança. Onde você a deixou? Guardada junto com suas bonecas, ou em seus diários?
Acompanhe e participe dessa discussão no próximo Gestalt em Ato, quarta, dia 3 de novembro, 19hs!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Gestalt-oncologia: a construção de um caminho
Em 6 de outubro de 2010 aconteceu mais uma edição do Gestalt em Ato com o trabalho Gestalt-0ncologia: um lugar além da doença, apresentado pelas Psicólogas Maria Balbina Gappmayer e Ana Carolina Seara e reuniu psicoterapeutas com experiência em áreas distintas.
O encontro iniciou com uma exposição e discussão sobre o Projeto Gestalt-oncologia: um lugar além da doença, desenvolvido desde 2008 pelos profissionais do Instituto Müller-Granzotto. A partir das discussões e compartilhamento de experiências realizado entre os participantes, o encontro propiciou uma reflexão sobre as expectativas do clínico e as demandas dos consulentes que buscam este trabalho. Uma reflexão sobre os ajustamentos aflitivos e as possibilidades de trabalho na clínica gestáltica vinculada a tais demandas gerou ricas contribuições para que fosse possível ampliar o olhar para as formas de intervenção, já que o clínico gestáltico trabalha a partir de uma ética e com a noção de campo.
Agradecemos a presença de todos os envolvidos nesse trabalho e no desenvolvimento das sementes para novas possibilidades. Dando seqüência ao projeto em novembro teremos: “Onde está a criança no atendimento infantil?”
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Um lugar além da doença: Gestalt-oncologia
As demandas que chegam ao consultório são as mais variadas possíveis. Mas, sem dúvida alguma, as mais comuns dizem respeito a dificuldades nos relacionamentos, sejam amorosos, familiares, profissionais ou outros. E, o psicoterapeuta, normalmente, só é procurado quando sentimentos como angústia e/ou ansiedade ficam insuportáveis. Mas como proceder quando, além dessas demandas, nos deparamos com situações de doenças graves, como um diagnóstico de câncer? É possível oferecer a tais consulentes “um lugar além da doença?” Estas e outras questões farão parte da discussão do Gestalt em Ato, deste mês.
É importante termos claro que não basta apenas acolher os consulentes que chegam ao consultório com diagnóstico de uma doença oncológica e que trazem demandas que envolvem risco de morte, mutilação (decorrentes de cirurgias), perda de capacidades fisiológicas básicas, mas também identificarmos que o consulente está enfrentando um quadro aflitivo.
Se considerarmos o início do tratamento, a fase em que se recebe o diagnóstico, podemos identificar um ajustamento aflitivo (ético-político), uma vez que o consulente lida com uma situação para a qual não possui dados. Não existe um fundo acessível para que possa encontrar formas possíveis para lidar com a nova situação. Para que o terapeuta, no entanto, possa trabalhar com essa demanda; em primeiro lugar, precisa ter claro qual é a sua forma pessoal de lidar com tais questões, pois, em um trabalho psicoterapêutico com consulentes em tratamento oncológico, essas perdas e ressignificações estarão presentes ao longo de todo o processo.
É, a partir da experiência no Projeto Gestalt-oncologia, desenvolvido pelos profissionais do Instituto Müller-Granzotto, e do referencial teórico sobre os ajustamentos na clínica gestáltica, que o Gestalt em Ato de outubro se propõe a discutir, e você é nosso convidado para conhecer esse olhar.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Gestalt nas Organizações
O trabalho iniciou com um levantamento das expectativas dos participantes e uma introdução de conceitos da GT como self e suas funções, hábitos, inibição, campo, desvio, ajustamentos evitativos e de busca e de como é possível ver isso acontecendo na prática diária de quem trabalha com organizações. A partir das discussões o lugar do Psicólogo nas organizações pôde ser ampliado do Psicólogo que somente recruta, seleciona e treina pessoas, para o lugar em que o Psicólogo lida com as relações humanas e está a todo momento em relação com as pessoas da empresa também.
Agradecemos a presença de todos os envolvidos no sucesso desse trabalho! Dando sequência ao projeto em outubro teremos: Gestalt-oncologia:Um lugar além da doença


