sexta-feira, 8 de julho de 2011

Julho de 2011: Alice no País das Maravilhas



Na última quarta-feira, dia 6 de julho, foi realizada mais uma edição do Gestalt em Ato de 2011 com o tema: Alice no país das Maravilhas e as formas de ajustamento na Gestalt-terapia, apresentado pelas Psicólogas Ana Carolina Seara e Maria Teresa Mandelli. O encontro reuniu estudantes e profissionais interessados na abordagem gestáltica.

Após a apresentação dos participantes, foi dado início aos trabalhos com a apresentação do filme “Alice no País das Maravilhas”, do diretor Tim Burton (2010). Depois da exposição do filme, foi aberta uma discussão sobre as primeiras impressões que o filme causou e foi feita uma tentativa conjunta de fazer uma leitura dos aspectos psicológicos envolvidos na trama. Dando sequência ao trabalho, as psicólogas apresentaram uma possibilidade de leitura da obra por duas vertentes: como um sonho e como uma produção de um ajustamento de busca (psicótico). 

O trabalho foi construído articulando aspectos da teoria do sonho e da leitura dos ajustamentos, principalmente do ajustamento de busca.  A discussão suscitou muitos questionamentos, abrindo várias possibilidades de entendimento do filme e elucidando questões sobre a teoria gestáltica. Para aqueles que quiserem aprofundar seus conhecimentos no trabalho clínico com sonhos, foi deixado um convite para o curso que iniciará final de agosto deste ano: Sonhando acordado: sonhos como possibilidade de intervenção terapêutica.

Agradecemos a presença e contribuição de todos no debate e na construção do conhecimento acerca desse assunto e deixamos um convite para o próximo Gestalt em Ato no dia 03 de agosto com o trabalho: “Clínica como experiência inestética”

domingo, 3 de julho de 2011

Alice no País das Maravilhas e as formas de ajustamentos na Gestalt-terapia


Ana Carolina Seara
Maria Teresa Mandelli

Alice nos País das Maravilhas de Tim Burton (2010), adaptação da obra de Lewis Carroll (1865), é um filme baseado na clássica história infantil em que a personagem principal, Alice, visita o país das Maravilhas.  Nessa versão da obra para o cinema, somos convidados a acompanhar Alice, agora uma jovem, em uma viagem a um mundo fantástico onde realidade e fantasia se misturam.


Dentro da diversidade de possibilidades que o filme traz, podemos refletir sobre a transição do mundo infantil para o mundo adulto - a adolescência; as diferentes formas de ajustamentos na clínica gestáltica e suscitar um questionamento: o país das maravilhas consistiria em uma construção onírica ou seria uma produção de um ajustamento psicótico (de busca)?

A partir desses e de outros questionamentos, nosso objetivo no Gestalt em Ato de julho de 2011 é mostrar, através de uma leitura desse filme, a forma de trabalho e a compreensão dos ajustamentos na clínica gestáltica. E você é nosso convidado para compartilhar dessa experiência, quarta-feira, dia 6 de julho de 2011, às 19hs.

Assista ao trailer:


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Junho de 2011: O sofrimento ético político e as Instituições totais



Na última quarta-feira foi realizada mais uma edição do Gestalt em Ato de 2011 com o tema: Abrigos, manicômios e prisões: o sofrimento ético-político e as instituições totais, apresentado pelas Psicólogas Greice Neves Pasqualotto e Marcele de Freitas Emerim. O encontro reuniu cerca de 25 participantes, entre estudantes e profissionais, da psicologia e do serviço social.
O trabalho iniciou com apresentação dos participantes, seguido de uma introdução ao tema com o conceito de instituições totais, baseadas em Ervin Goffman e um breve relato acerca do trabalho desenvolvido pelas profissionais nesse âmbito. Como fundo para a discussão que se faria em seguida foi apresentado cenas dos filmes “Procura-se Janaína”, “A casa dos mortos”, “O contador de histórias” e “Solitário Anônimo“. A partir desse material, fez-se um paralelo entre as cenas dos filmes, a clínica do sofrimento ético-político e as intervenções dos terapeutas nesses espaços.
Agradecemos a presença e contribuição de todos no debate e na construção do conhecimento acerca desse assunto e deixamos um convite para o próximo Gestalt em Ato no dia 06 de julho com o tema: “Alice no País das Maravilhas e as formas de ajustamento na Gestalt-terapia”.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Abrigos, manicômios e prisões: o sofrimento ético-político e as instituições totais

 O Instituto Müller-Granzotto convida para o trabalho:

Com Greice das Neves Pasqualotto e Marcele de Freitas Emerim
 
Data: 01/06/2011, nesta quarta
Horário: 19h
Local: Instituto Müller-Granzotto
Al. Gov. Heriberto Hülse, 98 – Centro – Florianópolis – tel. 3322 2122
Atividade gratuita e aberta ao público. Participe!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Abrigos, manicômios e prisões: o sofrimento ético-político e as instituições totais


Greice das Neves Pasqualotto
Marcele de Freitas Emerim

O sociólogo canadense Erving Goffman, após estudos de observação em um hospital na década de 50, chamou de instituição total o local que abriga um grande número de pessoas em situação semelhante: separadas de seu meio social, na maioria dos casos, por um longo período de tempo, passam a viver de forma reclusa, com todas as suas atividades diárias realizadas em um mesmo local, geralmente em grupo e com horários fixos, com rigoroso controle por parte de uma organização formal. As instituições totais caracterizam-se, fundamentalmente, por imporem uma barreira entre a instituição e o mundo externo e por serem um “híbrido social, parcialmente comunidade residencial, parcialmente organização formal.” (GOFFMAN, 2005, p. 22).
Na obra Gestalt-therapy (1951), os autores falam em misery, traduzido em português como aflição – “distúrbio do self espontâneo”(p.235). Diante de um quadro de aflição, o sistema self perde sua espontaneidade, a função personalidade deixa de ser capaz de explicar “quem somos”, lembrando que a “[p]ersonalidade é o sistema de atitudes adotadas nas relações interpessoais; é a admissão do que somos”(p.187).
Sob a ótica da teoria do self, Müller-Granzotto e Müller-Granzotto (2009) ampliaram as pistas deixadas pelos autores de Gestalt-therapy, descrevendo e propondo intervenções junto aos quadros de aflição, aos sofrimentos ético-políticos, como preferem chamar os autores (2009).

GOFFMAN, E. Manicômios, prisões e conventos. 7. ed. São Paulo: Perspectiva, 2005.

MÜLLER-GRANZOTTO, M.; MÜLLER-GRANZOTTO, R. A clínica gestáltica da aflição e os ajustamentos ético-políticos. Trabalho apresentado no II GT Catarina. Florianópolis, junho de 2009.

PERLS, F.; HEFFERLINE, R.; GOODMAN, P. Gestalt-Terapia. 2.ed. São Paulo: Summus, 1997.

Convidamos você a discutir conosco sobre a realidade das instituições totais, a problematizar a atuação do psicólogo nesses espaços e a pensar junto sobre a clínica gestáltica da aflição: nossa aposta de intervenção ética junto àqueles que se encontram em instituições dessa natureza.

Data: 01/06/2011
Horário: 19h
Local: Instituto Müller-Granzotto
Al. Gov. Heriberto Hülse, 98 – Centro – Florianópolis – tel. 3322 2122
Atividade gratuita e aberta ao público. Participe!