sexta-feira, 6 de julho de 2012

Julho: Dependência química e Gestalt-terapia



Na última terça-feira, dia 03 de julho de 2012, foi realizada pela  Psiquiatra e Gestalt-terapeuta, Dra. Célia Mendes, mais uma edição do Gestalt em Ato com o trabalho: Dependência química e a Intervenção em Gestalt-terapia. Esse encontro reuniu estudantes e profissionais interessados no tema da atividade. 
O encontro iniciou com a apresentação de um vídeo e de alguns conceitos referentes ao tema. Em seguida, houve uma discussão sobre a clínica da Banalidade e sobre como se pode entender e trabalhar a dependência química a partir da abordagem Gestática. Também foi discutido a respeito da função do acompanhante terapêutico (AT) nesse processo.
Agradecemos a participação de todos aqueles que estiveram presentes em mais uma edição do Gestalt em Ato e convidamos para o próximo trabalho,  GestAÇÃO, que será apresentado no dia 14 de agosto de 2012.

domingo, 17 de junho de 2012

Dependência Química e a Intervenção em Gestalt-terapia



Dra. Célia Mendes 
“Pois aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Agora assiste a tudo
Em cima do muro
Em cima do muro...
”
 Cazuza 

A demanda crescente pelo consumo desenfreado e a exigência de uma posição social de destaque levam o jovem, muitas vezes, a uma postura contrária e até marginal. Ele se utiliza das drogas como uma forma silenciosa de agredir a sociedade. Com o tempo e de acordo com o tipo da droga e a frequência do uso, instala-se a dependência física. A frustração por não conseguir consumir e por não viver a satisfação de ter um lugar social o leva a se alienar na droga e ele se torna o próprio consumo. É consumido pela droga e se acomoda a uma forma de fugir do próprio desejo e também do prazer. O terapeuta sente-se decepcionado, assim como a família e a sociedade. A intervenção em Gestalt-terapia consiste em olhar para o sujeito em sua totalidade e intervir nos três níveis de cuidado: ético, político e antropológico.  
Participe conosco dessa discussão sobre dependência química e a intervenção em Gestalt-terapia no próximo Gestalt em Ato, dia 03 de julho, às 19h!

sábado, 16 de junho de 2012

Edição Especial: Amores e desamores



Em 15 de junho, as psicólogas Cristiane Peixoto e Maria Teresa Mandelli, coordenaram a edição Especial do Gestalt em Ato - Dia dos Namorados, com o trabalho: Amores e desamores: a clínica dos casais. Participaram desse evento profissionais, estudantes e pessoas interessadas no tema em questão.

A partir da exibição de um vídeo, as terapeutas convidaram os participantes a pensar naquilo que os mobiliza ao ver uma história de amor e desamor. A atividade foi conduzida de forma que todos os participantes pudessem falar  a respeito de suas vivências com o tema e a pensar sobre o que é o amor e em como ele aparece nas relações.

Agradecemos à presença de todos que participaram do encontro e aos que contribuíram para a construção de um  espaço tão cheio de afeto e deixamos um convite para a próxima edição do Gestalt em Ato, Dependência  química e a intervenção em Gestalt-terapia, no dia 03 de julho, terça-feira, às 19h.

*Cartaz produzido pelo grupo


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Amores e desamores: a clínica dos casais


 Maria Teresa Mandelli
Cristiane Peixoto
 
“Amor meu grande amor,
Me chegue assim
Bem de repente,
Sem nome ou sobrenome
Sem sentir
O que não sente”...

É desta forma que muitos de nós encontramos um grande amor ou muitos grandes amores. Somos capturados por um outro que não sabemos muito bem quem é, mas que nos envolve e nos orienta;  e juntos - o tempo que durar - iniciamos uma constante construção que envolve sensações, escolhas, desejos e lugar social, seja de amante, esposa, “ficante”, namorada ou tantas outras modalidades quanto a criação e autorização  dos enamorados permitir.
 
Alguns acreditam ser trabalho do cúpido que, com sua flecha, acerta o coração de suas vítimas que ficam “possuídas” de paixão e amor por aquela pessoa especial... tudo de bom, aquelaaaa!  Podemos também acreditar que seja benção de Santo Antônio ou de São Valentim, o amor é algo tão estranho que só pode mesmo ser benção ou encanto.
 
 Amor meu grande amor... eis a questão... como pode, em alguns momentos, estarmos completos e, em outros, tão vazios, com tanta angústia e dor? Falar de amor e vivenciá-lo sempre pareceu algo profundo e intangível, mas sabemos o quanto somos desafiados por ele, a constante ambivalência- o amor e o desamor, nos pega de vez ou muitas vezes...
 
Nesta semana dos namorados, convidamos  você, seja qual for sua Identidade amorosa, para mais um Gestat em Ato (dia 15 de junho, sexta, às 19hs) que abordará o tema das relações amorosas. Teremos a possibilidade de conversar e trocar experiências sobre o amor e o desamor.


sábado, 9 de junho de 2012

Junho: Sofrimento ético, político e antropológico nas populações LGBT



Em 05 de junho, as psicólogas Josiane Giese, Marcele de Freitas Emerim e Mariana Vidal coordenaram mais uma edição do Gestalt em Ato. O convite dessas profissionais para discussão e problematizações sobre o sofrimento ético político e antropológico em situações que envolvem questões de gênero, homoafetividades, identidades trans contou com a presença da ADEH (Associação das Travestis e Transexuais da Grande Florianópolis), de profissionais da área da psicologia, da psiquiatria e estudantes. 

Com a exibição de trechos de entrevistas e documentários, Josiane, Marcele e Mariana introduziram a temática do sofrimento e apresentaram conceitualmente o posicionamento clínico e ético da abordagem gestáltica, adotados diante do sofrimento ético,político e antropológico. A discussão sobre intervenções em diferentes âmbitos de atuação das profissionais, nos consultórios, instituições, nas políticas de saúde e assistência social trouxe especial riqueza, despertando em todos os presentes o desejo de ampliação e criação de parcerias para amparo e acolhimento dessas pessoas que sofrem diante da normatização e da dominação de um pensamento de gênero binário. 

Agradecemos à presença de todos que participaram do encontro e aos que contribuíram para sua construção e deixamos um convite para edição especial do Gestalt em Ato, dia 15 de junho, às 19hs: Amores e desamores: a clínica dos casais.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Sofrimento ético, político e antropológico nas populações LGBT: discussões sobre práticas clínicas



Josiane Giese
Marcele de Freitas Emerim
Mariana Vidal

As discussões e problematizações sobre questões de gênero, homoafetividades, identidades trans, ainda que com notório atraso e lentidão, vêm ganhando cada vez mais espaço na mídia, nas universidades, em organizações sociais, nas políticas públicas, no cotidiano das pessoas. Cada vez fica mais explícita a violação da intimidade, a “violência da norma”, o preconceito e o “não lugar” reservado àqueles que, sob o olhar de um discurso normatizador (heteronormatizador!), estão “fora dos padrões”. Assim como fica cada vez mais evidente a necessidade de um posicionamento político dos profissionais de saúde que garanta cidadania (dimensão política) e humanidade (dimensão antropológica) a todas as pessoas: com o corpo que desejem ter, com o qual se identifiquem; com as práticas eróticas que lhe deem prazer ou satisfação; sem a necessidade (imposta) de estarem identificadas ao gênero historicamente atribuído à sua anatomia de nascença ou de “escolher” entre um ou outro (o velho binarismo que impera na lógica hegemônica de produção de saberes e poderes).
O desamparo e/ou a perseguição sofrida por algumas pessoas que “ousam” desestabilizar o pensamento dominante, bem como o não acolhimento a seus modos de se relacionar afetivo e sexualmente, ao seu modo de se vestir, ou de perceber e exibir seu corpo, pode levar ao sofrimento (ético, político e, também, antropológico).
Como temos recebido estas pessoas em nossos consultórios ou nos demais locais de atuação do psicólogo? Que clínica estamos exercendo?
Vamos continuar esta conversa?
Esperamos você no dia 05 de junho (terça-feira), às 19h (de volta ao horário original!), no Gestalt em Ato – atividade gratuita e aberta ao público.
Local: Instituto Müller-Granzotto – Centro
Al. Gov. Herberto Hülse, 98 - Florianópolis

domingo, 13 de maio de 2012

Maio: A cegueira do terapeuta

 
Na última terça-feira, dia 08 de maio de 2012, foi realizada pelas Psicólogas Ana Carolina Seara e Maria Balbina Gappmayer mais uma edição do Gestalt em Ato com o trabalho: A cegueira do terapeuta: o que você não está vendo?  Esse encontro reuniu estudantes e profissionais interessados no tema da atividade. 

O encontro iniciou com uma discussão da obra de José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira, e  seguiu com  uma conversa a respeito da conjuntura  em que estamos inseridos,  das relações no mundo contemporâneo e da função do olhar (e/ou da visão) na atualidade. Nesse contexto, foi discutida a relação entre a cegueira e a prática clínica, e as terapeutas propuseram um experimento para que os participantes pudessem se apropriar daquilo que  é  seu instrumento de trabalho enquanto clínicos,  seu corpo.  Para finalizar o trabalho, houve uma discussão a partir dessa vivência,  do que foi discutido no início da atividade e a respeito da importância do terapeuta se dar conta de como utiliza seu corpo na prática do seu ofício (assim como nas demais relações).

Agradecemos a participação de todos aqueles que estiveram conosco em mais uma edição do Gestalt em Ato e convidamos para o próximo trabalho,  Sofrimento ético, político e antropológico nas populações LGBT: discussões sobre práticas clínicas, que será apresentado no dia 5 de junho de 2012.