sexta-feira, 8 de abril de 2011

Abril de 2011- Recursos terapêuticos: descobrindo crianças


Em 6 de abril, aconteceu a segunda edição do Gestalt em Ato de 2011 com o trabalho Descobrindo crianças e os recursos terapêuticos, apresentado pelas Psicólogas Carolina Koneski e Lydiane Soares. O encontro reuniu estudantes e profissionais interessados em conhecer um pouco mais sobre o tema.

O trabalho iniciou com uma breve apresentação dos participantes, seguido por um experimento clínico envolvendo recursos lúdicos. Em seguida, foi aberto um espaço onde cada um podia falar de sua experiência com os recursos e o que motivou a escolha de cada um. Uma conversa informal foi se delineando com base nessa experiência e, após essa parte vivencial foi se evidenciando a história infantil de cada participante que foi mobilizada a partir do recurso terapêutico. As terapeutas deram prosseguimento ao trabalho trazendo aquilo que embasa o trabalho do gestalt-terapeuta infantil e esclarecendo qual a função dos recursos lúdicos nessa abordagem.

Agradecemos a presença de todos que contribuíram para a construção desse encontro entre a criança e o adulto e deixamos um convite para o próximo Gestalt em Ato que será realizado em 4 de maio de 2011: Olhando gestalticamente para as organizações: afinal, o que pode o psicolólogo?

sábado, 2 de abril de 2011

Descobrindo crianças e os recursos terapêuticos

Carolina Koneski
Lydiane Soares

Todos nós, ao lembrarmos nossa infância, vivenciamos cenas e experiências com nossos mais fiéis companheiros: nossos brinquedos, bonecas, cavalos, jogos, carrinhos. É a partir do olhar de nossa experiência no mundo, como um ensaio de nossa expressão, e deste brincar, que o terapeuta é convidado a participar no atendimento terapêutico com a criança. Os recursos terapêuticos facilitam a comunicação e, através do convite do brincar, disponibilidade, forma e afetação possibilitam o surgimento dos ajustamentos e os padrões relacionais (lidar com a falta, frustração, limites e a capacidade de fantasiar). Presentificando a forma, como bem cita Muller-Granzottto, quando diz que a “meta da experiência clínica – dessa proposta ética de comprometimento com aquilo que faz desvios – é mobilizar a manifestação desses invisíveis” (M.R. MULLER-GRANZOTTO, 2007.).

A vivência lúdica aqui vivida como uma intervenção, como o fenômeno que se apresenta no campo - uma experiência singular e intransferível, encharcada de sentidos e significados na experiência de quem brinca - “[...] talvez seja uma das experiências mais emblemáticas e bonitas da psicoterapia: possibilitar que a criança dê solução à seguinte questão: ‘como eu posso manipular criativamente o meio para suprir minha necessidade através de caminhos satisfatórios?” (AGUIAR, 2005, p. 229).

Na clínica com crianças, onde os recursos terapêuticos são formas de expressão e não meios de avaliação, cabe ao clínico ocupar um lugar diferente na interpretação e análise do brincar. A partir dessa compreensão, pretendemos discutir acerca da prática clínica gestáltica e dos recursos terapêuticos na clínica com crianças.

Aguardamos sua presença.

sábado, 19 de março de 2011

Março de 2011: Acompanhamento terapêutico na Gestalt-terapia


Em 16 de março, aconteceu a primeira edição do Gestalt em Ato de 2011 com o trabalho Acompanhamento Terapêutico (at) na abordagem Gestáltica, apresentado pelas Psicólogas Marcele de Freitas Emerim e Tamara Emerim Guerra. O encontro, que reuniu mais de 15 pessoas, entre estudantes e profissionais, se deu em clima de conversa informal.

Marcele e Tamara introduziram o trabalho explicando um pouco sobre a origem do acompanhamento terapêutico e como, através da dinâmica do self, a Gestalt-terapia entende a psicose (ajustamento de busca).
A partir disso, houve uma discussão sobre a singularidade e riqueza do trabalho de acompanhante terapêutico na abordagem gestáltica e a respeito das situações que o acompanhante enfrenta em sua rotina de trabalho.  Essa discussão despertou nos participantes um desejo por mais aprofundamento, que o tempo não seria suficiente para dar conta de um tema tão rico e abrangente.  Em função disso, para aqueles que se interessaram por um maior aprofundamento sobre os temas  tratados (acompanhamento terapêutico e ajustamentos de busca), foi deixado um convite para conhecer o curso Psicose na Abordagem Gestáltica: Escuta, Acompanhamento Terapêutico e Cuidado que iniciará em 16 de abril de 2011.

Agradecemos a presença de todos que participaram e contribuíram para  a construção desse belo encontro e deixamos um convite para o próximo Gestalt em Ato que será realizado em 6 abril de 2011: Descobrindo crianças e os recursos terapêuticos.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Acompanhamento Terapêutico (AT) na abordagem gestáltica


 Marcele de Freitas Emerim
Tamara Emerim Guerra

 No AT, o setting terapêutico pode ser a ruacom todas as suas possibilidades e demandas, a casa do acompanhado/consulente, a escola, o cinema, o ônibuscom todas as peculiaridades e desejos que cada lugar imprime.
Se pensarmos especialmente na Clínica dos Ajustamentos de Busca (psicose), onde a figura do acompanhante terapêutico (at) é vista com mais frequência, podemos dizer que o AT diz respeito à dimensão política de atenção gestáltica às psicoses.
Ainda que, por vezes, o profissional (at) possa dar suporte aos ajustamentos de busca como clínico (dimensão ética) ou apenasestar junto”, servindo como referência à função personalidade (dimensão antropológica); na leitura gestáltica desenvolvida pelo casal Marcos e Rosane Müller-Granzotto, o papel do at nos ajustamentos de busca é eminentemente político.
Nesse entendimento, cabe ao at estabelecer interlocuções com o meio no intuito de promover transformações para que o meio social seja capaz de acolher as produções psicóticas de seu acompanhado/consulente, visando sua sociabilidade, o aumento de sua contratualidade social – apostando em uma nova configuração que inclua o psicótico.  Busca-se a inclusão política das pessoas psicóticas. As demandas do at não são direcionadas ao consulente/acompanhado, mas sim a toda a sociedade, para o acolhimento a todo tipo de singularidade, a toda forma de se estar no mundo.

Vamos continuar essa conversa sobre as possibilidades e a função do Acompanhamento Terapêutico?

Esperamos você no dia 16 de março, às 19h, no Instituto Müller Granzotto.

Alameda Heriberto Hülse, 98 – Centro – Florianópolis
Tel. (48) 3322 2122

Essa atividade é gratuita e aberta ao público. Participe!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Contato e sexualidade- Dez 2010

Em 1º de dezembro de 2010 aconteceu mais uma edição do Gestalt em Ato com o trabalho Contato e Sexualidade, apresentado pelos Psicólogos Diogo de Oliveira Boccardi e Artur Martinhago Aguiar. O encontro reuniu pessoas interessadas em conhecer mais acerca de um tema, até então, pouco explorado: um olhar sobre contato e sexualidade a partir de Reich (Análise do caráter) e Perls (Gestalt-terapia).
 
O trabalho iniciou com uma apresentação de um episódio de "In Treatment", um seriado de televisão que retrata atendimentos psicoterapêuticos. Em seguida houve uma discussão sobre as formas nas quais o tema da sexualidade aparece no campo clínico, e o modo como os gestalt-terapeutas fazem a leitura da função da sexualidade como ajustamento criador.
 
Agradecemos a presença de todos os envolvidos no sucesso desse trabalho e nos demais trabalhos apresentados durante todo esse ano. A agenda de trabalhos 2011 já foi divulgada! Deixamos aqui o convite para quem tiver interesse em conhecer um pouco mais sobre a Gestalt-terapia e os trabalhos desenvolvidos no Instituto Müller-Granzotto de Psicologia Clínica Gestáltica. As atividades do Gestalt em Ato são realizadas nas quartas-feiras, às 19hs, e a entrada é franca. Desejamos também que as festas de fim de ano sejam a ocasião para confraternizar e resgatar as energias para fazer de 2011 um excelente ano.