terça-feira, 17 de setembro de 2013
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Feira das profissões- um sucesso!
No dia 10 de agosto, o Núcleo de
Atenção aos Adolescentes e Famílias organizou o Gestalt em Ato: Feira das
Profissões. Esse núcleo de trabalho está desenvolvendo o Projeto Juventude
MAIS, que conta com atendimentos individuais e em grupos terapêuticos focados
para jovens e famílias.
Na Feira das Profissões, contamos
com a participação de quinze profissionais e de pré-vestibulandos entre 16 a 18
anos de diferentes escolas da região da Grande Florianópolis.
Fazemos escolhas diariamente e
muitas delas nem nos damos conta que fazemos, pois se tornam habituais. Na adolescência, somos convidados a
fazer grandes escolhas, grandes no sentido das expectativas geradas em torno delas
e também pelas dificuldades e dúvidas em fazê-las. As escolhas são orientadas
por nossas vivências, por nossas identificações e também por fantasias e
projetos futuros. Para alguns
adolescentes, a falta de informação profissional e o medo de arriscar-se
dificulta o ato de escolher.
Fundamentado neste ponto de
vista, o Núcleo promoveu a Feira das Profissões, que teve como principal
objetivo a informação profissional. Foram realizadas dez oficinas, coordenadas
por um profissional e, em cada uma delas, formou-se um grupo de bate papo, em
que os alunos perguntaram e manifestaram suas curiosidades em relação ao
exercício profissional e ao curso de graduação.
Essas oficinas proporcionaram um
momento de acolhimento às dúvidas e às ansiedades bem como a ampliação de dados
de realidade que servem de pontos de apoio facilitando as escolhas.
A Feira das Profissões tornou-se ATO pela presença dos
seguintes profissionais:
Administração: Carlos Eduardo Merlin
Design de interiores - Gizely Kremer
Direito: Ana Paula Mandelli e Camila Cardoso
Economia - Lucas Chacha
Eng. de Controle e Automação - Cristian Gunsch
Moura
Eng. Mecânica - Arthur Boeing e André Hotta
Eng. Mecânica - Arthur Boeing e André Hotta
Eng. Sanitária Ambiental - Amanda Bordin
Fisioterapeuta - Daniela Rabelo
Letras Português - Simone Schmidt
Odontologia - Fábio Silva
Pedagogia - Carolina Schappo
Odontologia - Fábio Silva
Pedagogia - Carolina Schappo
Psicologia- Diogo Boccardi
Secretariado Exec. Bilíngue - Stefani Souza
Secretariado Exec. Bilíngue - Stefani Souza
O Núcleo agradece a todos vocês
por emprestarem gratuitamente, a estes jovens, um pouco de si e de sua
história, favorecendo o processo
de assimilação e identificação profissional.
Equipe Organizadora:
Maria Teresa Mandelli
Fernanda Tagliari
Gabriela Mafra
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
sábado, 3 de agosto de 2013
AGENDA 2013
AGENDA 2013
1. CRIAR E RECRIAR A CLÍNICA INFANTO-JUVENIL
Data: 25 de julho / quinta feira / 19h
Local: IMG - Unidade Centro
Público: Interessados no tema
Coordenação: Carolina Koneski e Maria Teresa Mandelli
2. FEIRA DAS PROFISSÕES
Data: 10 de agosto / sábado / das 14h às 17h
Local: IMG - Unidade Santa Mônica
Público: Pré-vestibulandos e seus cuidadores
Oficinas com profissionais de diversas áreas e Oficinas com os pais
Coordenação: Mellize Cardoso e Maria Teresa Mandelli
3. ATENÇÃO PSICOSSOCIAL - As dimensões ética, política e antropológica nas psicoses.
Data: 19 de setembro / quinta feira / 19h30
Local: IMG - Unidade Centro
Público: Interessados no tema
Coordenação: Diogo Boccardi e Tamara Emerim Guerra
4. O COTIDIANO DO ACOMPANHAR NA PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL: AT COMO RECURSO.
Data: 24e outubro / quinta feira / das 10h às 12h
Local: IMG - Casa Lar Municipal de Biguaçú
Público: Profissionais de Instituições de acolhimento à crianças e adollescentes
Coordenação: Mariana Vidal
5. EM LUTA - As possibilidades de intervenção clínica nas vivências de perdas e lutos.
Data: 07 de novembro / quinta feira / 19h
Local: IMG - Unidade Centro
Público: Interessados no tema
Coordenação: Greici Will Coelho
6. ELVIS E MADONA - Os lugares que ocupamos nas relações amorosas.
Data: 21 de novembro / quinta feira / 19h30
Local: IMG - Unidade Centro
Público: Interessados no tema
Coordenação: Cristiani do Nascimento Peixoto e Maria Teresa Mandelli
1. CRIAR E RECRIAR A CLÍNICA INFANTO-JUVENIL
Data: 25 de julho / quinta feira / 19h
Local: IMG - Unidade Centro
Público: Interessados no tema
Coordenação: Carolina Koneski e Maria Teresa Mandelli
2. FEIRA DAS PROFISSÕES
Data: 10 de agosto / sábado / das 14h às 17h
Local: IMG - Unidade Santa Mônica
Público: Pré-vestibulandos e seus cuidadores
Oficinas com profissionais de diversas áreas e Oficinas com os pais
Coordenação: Mellize Cardoso e Maria Teresa Mandelli
3. ATENÇÃO PSICOSSOCIAL - As dimensões ética, política e antropológica nas psicoses.
Data: 19 de setembro / quinta feira / 19h30
Local: IMG - Unidade Centro
Público: Interessados no tema
Coordenação: Diogo Boccardi e Tamara Emerim Guerra
4. O COTIDIANO DO ACOMPANHAR NA PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL: AT COMO RECURSO.
Data: 24e outubro / quinta feira / das 10h às 12h
Local: IMG - Casa Lar Municipal de Biguaçú
Público: Profissionais de Instituições de acolhimento à crianças e adollescentes
Coordenação: Mariana Vidal
5. EM LUTA - As possibilidades de intervenção clínica nas vivências de perdas e lutos.
Data: 07 de novembro / quinta feira / 19h
Local: IMG - Unidade Centro
Público: Interessados no tema
Coordenação: Greici Will Coelho
6. ELVIS E MADONA - Os lugares que ocupamos nas relações amorosas.
Data: 21 de novembro / quinta feira / 19h30
Local: IMG - Unidade Centro
Público: Interessados no tema
Coordenação: Cristiani do Nascimento Peixoto e Maria Teresa Mandelli
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
A clínica infanto-juvenil e os sistemas íntimos: uma parte do todo
Carolina Koneski
Maria Teresa Mandelli
Desde muito pequenos somos arrematados por desejos e demandas advindas do primeiro
contexto social no qual somos inseridos - a família, que escolhemos chamar de
sistema íntimo.
Segundo Oaklnader (1992), a família é o primeiro contexto do qual a
criança faz parte, sendo o mais relevante nos seus primeiros anos de vida pelo
forte vínculo de dependência entre a criança e a família e pela presença
intensa do processo de assimilação no início da vida. Dessa forma, ao pensarmos
a Clínica infanto-juvenil, ao recebermos uma criança ou adolescente em nosso
consultório, precisamos ficar atentos aos pedidos, quem pede o quê? Para que
está servindo esse comportamento da criança nessa família? De que forma a família
se beneficia desse tipo de comportamento? O que pode acontecer se a criança
ajustar-se de forma diferente?
Importante pensar a partir
de uma concepção da auto-regulação familiar, para compreendermos a forma como a
criança se apresenta; isso pode nos levar a perceber a forma relacional da
criança e qual a sua função no sistema íntimo. Por exemplo, a criança
que dorme com os pais ou a criança que não consegue ‘suportar’ a ausência da mãe.
O que esses pais, de fato, não suportam? O que pode estar orientando essa
dependência? Quem torna-se dependente?
Se, em nossa compreensão clínica, a família é entendida como um todo
relacional corresponsável por aquilo que se manifesta a partir de sintomas, o
trabalho clínico faz-se necessário em conjunto. Tal intervenção fundamenta-se
na seguinte articulação,
“Os distúrbios estão no campo; é verdade que eles derivam dos
“conflitos internos” dos pais, e resultarão, posteriormente, em conflitos
introjetados no filho ou filha à medida que estes se tornam independentes. Porém
sua essência na relação sentida e perturbada é irredutível as partes. Desse
modo, a criança e os pais têm de ser considerados juntamente”. (P.H.G,1997,
p.161).
Enfim, é nesta vivência de
campo, que o clínico poderá ser arrebatado pela forma familiar e, através disso,
encontrar um lugar para aquilo que é estranho e comumente está alienado da
responsabilidade familiar.
Venha participar essa discussão no próximo Gestalt em Ato, dia 02 de outubro de 2012, às 19hs, no Instituto Müller-Granzotto (centro) para o úlltimo trabalho desse ano!!
Referências:
Oaklander, V. Descobrindo crianças: a abordagem gestáltica com crianças e adolescentes. São Paulo: Summus, 1980.
Perls, F. S.; Hefferleine, R.; Goodman, P. Gestalt-Terapia. São Paulo, Summus, 1997
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Setembro: Grupos e Gestalt
Na terça-feira, dia 04 de setembro de 2012, foi realizada
pelo terapeuta, Rodrigo Gomes Ferreira, mais uma edição do Gestalt em Ato com o
trabalho: Clínicas Gestálticas: acompanhamento
e desvio no plural. Esse encontro reuniu profissionais interessados em
conhecer mais sobre grupos e Gestal-terapia.
O encontro foi conduzido de maneira informal trazendo à tona
questionamentos, experiências e possibilidades de trabalho com grupos em Gestalt-terapia. O clima de conversa foi
a marca desse encontro que reuniu um grupo de profissionais que desejava aprofundar
mais a discussão sobre o alcance dessa forma de trabalho. Rodrigo compartilhou também sua experiência de trabalho com o grupo:
"Amor, Sexo, Paixão, e eu?” desenvolvido ao longo de 2012 no Instituto Muller-Granzotto.
Agradecemos a participação de todos aqueles que estiveram
presentes em mais uma edição do Gestalt em Ato e convidamos para o último
trabalho deste ano, Clínica Infanto-Juvenil
e Sistema Íntimo, que será apresentado no dia 02 de outubro de 2012.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Clínicas Gestálticas em Grupo: acolhimento e desvio no plural
Rodrigo Gomes Ferreira
A configuração grupal é uma das disponíveis para se fazer clínica, e é utilizada pelos clínicos da Gestalt-terapia desde seus primórdios. Acolher o que há de estranho, abrir horizontes de futuro e construir conhecimentos implicam uma ética de singularidade ao sujeito que surge durante uma consulta.
A configuração grupal é uma das disponíveis para se fazer clínica, e é utilizada pelos clínicos da Gestalt-terapia desde seus primórdios. Acolher o que há de estranho, abrir horizontes de futuro e construir conhecimentos implicam uma ética de singularidade ao sujeito que surge durante uma consulta.
E, como seguir com tal postura quando tal consulta parte de vários corpos, ao mesmo tempo, no mesmo lugar, com diferentes formas? Haveria aí mais de um sujeito ou a perda da singularidade?
A intenção desta atividade do Gestalt em ato é contribuir para questões relativas ao trabalho clínico/terapêutico em grupo com as clínicas gestálticas, quando a singularidade do sujeito clínico se mostra no plural.
Agosto: Gestação
Na terça-feira, dia 14 de agosto de 2012, foi realizada
pelas Psicólogas e Gestalt-terapeutas, Greici Will Coelho e Hebe Régis,
mais uma edição do Gestalt em Ato com o trabalho: GestAÇÃO. Esse encontro reuniu estudantes e profissionais
interessados no tema da atividade.
O encontro iniciou com a apresentação com um pequeno
experimento que mobilizou as vivências de cada participante relacionadas ao
tema. Em seguida, houve uma discussão sobre as mudanças decorrentes da
gravidez, desde o resultado "positivo" do exame até o
nascimento do bebê. Também foi discutido como essa temática aparece na clínica
e algumas possibilidades de entendimento dentro das Clínicas Gestálticas.
Agradecemos a participação de todos aqueles que estiveram
presentes em mais uma edição do Gestalt em Ato e convidamos para o próximo
trabalho, Clínicas Gestáticas em
grupo: acolhimentos e desvios no plural, que será apresentado no dia 04 de
setembro de 2012.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
GestAÇÃO
Greici Will Coelho
Hebe Bastos Régis
Estar
grávida ou acompanhar uma mulher nesse processo provoca uma série de mudanças
que se desdobram em muitas perguntas.
Quando
a maternidade começa a ser gestada?
Que
ações são geradas, esperadas ou experienciadas em uma gravidez?
E
o corpo? Aquele que agora se ocupa
de gerar outro corpo?
Como
lidar com os medos, receios, fantasias?
Quantas
perguntas ... poucas respostas, quanta mudança!!!
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Julho: Dependência química e Gestalt-terapia
Na
última terça-feira, dia 03 de julho de 2012, foi realizada pela Psiquiatra e Gestalt-terapeuta, Dra.
Célia Mendes, mais uma edição do Gestalt em Ato com o trabalho: Dependência química e a Intervenção em
Gestalt-terapia. Esse encontro reuniu estudantes e profissionais
interessados no tema da atividade.
O
encontro iniciou com a apresentação de um vídeo e de alguns conceitos referentes
ao tema. Em seguida, houve uma discussão sobre a clínica da Banalidade e sobre como
se pode entender e trabalhar a dependência química a partir da abordagem
Gestática. Também foi discutido a respeito da função do acompanhante terapêutico
(AT) nesse processo.
Agradecemos
a participação de todos aqueles que estiveram presentes em mais uma edição do
Gestalt em Ato e convidamos para o próximo trabalho, GestAÇÃO, que será apresentado no dia 14 de agosto de 2012.
domingo, 17 de junho de 2012
Dependência Química e a Intervenção em Gestalt-terapia
Dra.
Célia Mendes
“Pois aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Agora assiste a tudo
Em cima do muro
Em cima do muro...”
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Agora assiste a tudo
Em cima do muro
Em cima do muro...”
Cazuza
A
demanda crescente pelo consumo desenfreado e a exigência de uma posição social
de destaque levam o jovem, muitas vezes, a uma postura contrária e até
marginal. Ele se utiliza das drogas como uma forma silenciosa de agredir a
sociedade. Com o tempo e de acordo com o tipo da droga e a frequência do uso, instala-se
a dependência física. A frustração por não conseguir consumir e por não viver a
satisfação de ter um lugar social o leva a se alienar na droga e ele se torna o
próprio consumo. É consumido pela droga e se acomoda a uma forma de fugir do
próprio desejo e também do prazer. O terapeuta sente-se decepcionado, assim
como a família e a sociedade. A intervenção em Gestalt-terapia consiste em
olhar para o sujeito em sua totalidade e intervir nos três níveis de cuidado:
ético, político e antropológico.
Participe conosco dessa discussão sobre dependência química e a intervenção em Gestalt-terapia no próximo Gestalt em Ato, dia 03 de julho, às 19h!
sábado, 16 de junho de 2012
Edição Especial: Amores e desamores
Em
15 de junho, as psicólogas Cristiane Peixoto e Maria Teresa Mandelli,
coordenaram a edição Especial do Gestalt em Ato - Dia dos Namorados, com o trabalho: Amores e desamores: a clínica
dos casais. Participaram desse
evento profissionais, estudantes e pessoas interessadas no tema em questão.
A
partir da exibição de um vídeo, as terapeutas convidaram os participantes a
pensar naquilo que os mobiliza ao ver uma história de amor e desamor. A
atividade foi conduzida de forma que todos os participantes pudessem falar a respeito de suas vivências com o tema
e a pensar sobre o que é o amor e em como ele aparece nas relações.
Agradecemos à presença de todos que participaram do encontro e aos que
contribuíram para a construção de um
espaço tão cheio de afeto e deixamos um convite para a próxima edição do
Gestalt em Ato, Dependência química e a intervenção em Gestalt-terapia, no dia 03 de julho, terça-feira, às
19h.
*Cartaz produzido pelo grupo
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Amores e desamores: a clínica dos casais
Maria Teresa Mandelli
Cristiane Peixoto
“Amor meu grande amor,
Me chegue assim
Bem de repente,
Sem nome ou sobrenome
Sem sentir
O que não sente”...
É desta
forma que muitos de nós encontramos um grande amor ou muitos grandes amores.
Somos capturados por um outro que não sabemos muito bem quem é, mas que nos
envolve e nos orienta; e juntos - o tempo que durar - iniciamos uma constante
construção que envolve sensações, escolhas, desejos e lugar social, seja de
amante, esposa, “ficante”, namorada ou tantas outras modalidades quanto a
criação e autorização dos enamorados permitir.
Alguns
acreditam ser trabalho do cúpido que, com sua flecha, acerta o coração de suas
vítimas que ficam “possuídas” de paixão e amor por aquela pessoa especial...
tudo de bom, aquelaaaa! Podemos também acreditar que seja benção de Santo
Antônio ou de São Valentim, o amor é algo tão estranho que só pode mesmo ser
benção ou encanto.
Amor
meu grande amor... eis a questão... como pode, em alguns momentos, estarmos
completos e, em outros, tão vazios, com tanta angústia e dor? Falar de amor e
vivenciá-lo sempre pareceu algo profundo e intangível, mas sabemos o quanto
somos desafiados por ele, a constante ambivalência- o amor e o desamor, nos
pega de vez ou muitas vezes...
Nesta semana
dos namorados, convidamos você, seja qual for sua Identidade amorosa,
para mais um Gestat em Ato (dia 15 de junho, sexta, às 19hs) que
abordará o tema das relações amorosas. Teremos a possibilidade de conversar e
trocar experiências sobre o amor e o desamor.
sábado, 9 de junho de 2012
Junho: Sofrimento ético, político e antropológico nas populações LGBT
Em 05 de
junho, as psicólogas Josiane Giese, Marcele de Freitas Emerim e Mariana Vidal
coordenaram mais uma edição do Gestalt em Ato. O convite dessas profissionais
para discussão e problematizações sobre o sofrimento ético
político e antropológico em situações que envolvem questões de gênero,
homoafetividades, identidades trans contou com a presença da ADEH (Associação
das Travestis e Transexuais da Grande Florianópolis), de profissionais da área
da psicologia, da psiquiatria e estudantes.
Com a
exibição de trechos de entrevistas e documentários, Josiane, Marcele e Mariana
introduziram a temática do sofrimento e apresentaram conceitualmente o
posicionamento clínico e ético da abordagem gestáltica, adotados diante do
sofrimento ético,político e antropológico. A discussão sobre intervenções em
diferentes âmbitos de atuação das profissionais, nos consultórios,
instituições, nas políticas de saúde e assistência social trouxe especial
riqueza, despertando em todos os presentes o desejo de ampliação e criação de
parcerias para amparo e acolhimento dessas pessoas que sofrem diante
da normatização e da dominação de um pensamento de gênero binário.
Agradecemos
à presença de todos que participaram do encontro e aos que contribuíram para
sua construção e deixamos um convite para edição especial do Gestalt em Ato, dia 15 de junho, às 19hs: Amores e desamores: a clínica dos casais.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Sofrimento ético, político e antropológico nas populações LGBT: discussões sobre práticas clínicas
Josiane Giese
Marcele de Freitas Emerim
Mariana Vidal
As discussões e problematizações
sobre questões de gênero, homoafetividades, identidades trans, ainda que com
notório atraso e lentidão, vêm ganhando cada vez mais espaço na mídia, nas
universidades, em organizações sociais, nas políticas públicas, no cotidiano
das pessoas. Cada vez fica mais explícita a violação da intimidade, a
“violência da norma”, o preconceito e o “não lugar” reservado àqueles que, sob
o olhar de um discurso normatizador (heteronormatizador!), estão “fora dos
padrões”. Assim como fica cada vez mais evidente a necessidade de um
posicionamento político dos profissionais de saúde que garanta cidadania
(dimensão política) e humanidade (dimensão antropológica) a todas as pessoas:
com o corpo que desejem ter, com o qual se identifiquem; com as práticas
eróticas que lhe deem prazer ou satisfação; sem a necessidade (imposta) de
estarem identificadas ao gênero historicamente atribuído à sua anatomia de
nascença ou de “escolher” entre um ou outro (o velho binarismo que impera na
lógica hegemônica de produção de saberes e poderes).
O desamparo e/ou a perseguição
sofrida por algumas pessoas que “ousam” desestabilizar o pensamento dominante,
bem como o não acolhimento a seus modos de se relacionar afetivo e sexualmente,
ao seu modo de se vestir, ou de perceber e exibir seu corpo, pode levar ao
sofrimento (ético, político e, também, antropológico).
Como temos recebido estas pessoas
em nossos consultórios ou nos demais locais de atuação do psicólogo? Que
clínica estamos exercendo?
Vamos continuar esta conversa?
Esperamos você no dia 05 de junho (terça-feira), às 19h (de volta ao horário original!), no
Gestalt em Ato – atividade gratuita e aberta ao público.
Local: Instituto Müller-Granzotto – Centro
Al. Gov. Herberto
Hülse, 98 - Florianópolis
domingo, 13 de maio de 2012
Maio: A cegueira do terapeuta
Na última terça-feira, dia 08 de maio de 2012,
foi realizada pelas Psicólogas Ana Carolina Seara e Maria Balbina Gappmayer
mais uma edição do Gestalt em Ato com o trabalho: A cegueira do terapeuta: o que você não está vendo? Esse encontro reuniu estudantes e
profissionais interessados no tema da atividade.
O encontro iniciou com uma discussão da obra
de José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira,
e seguiu com uma conversa a respeito da conjuntura em que estamos inseridos, das relações no mundo contemporâneo e da
função do olhar (e/ou da visão) na atualidade. Nesse contexto, foi discutida a
relação entre a cegueira e a prática clínica, e as terapeutas propuseram um
experimento para que os participantes pudessem se apropriar daquilo que é seu
instrumento de trabalho enquanto clínicos, seu corpo.
Para finalizar o trabalho, houve uma discussão a partir dessa vivência, do que foi discutido no início da atividade e
a respeito da importância do terapeuta se dar conta de como utiliza seu corpo
na prática do seu ofício (assim como nas demais relações).
Agradecemos a participação de todos aqueles
que estiveram conosco em mais uma edição do Gestalt em Ato e convidamos para o
próximo trabalho, Sofrimento ético, político e antropológico nas populações LGBT:
discussões sobre práticas clínicas, que será apresentado no dia 5 de junho
de 2012.
sábado, 28 de abril de 2012
A cegueira do terapeuta: o que você não está vendo?
Ana
Carolina Seara
Maria Balbina Gappmayer
Em 2008, o diretor Fernando
Meirelles lançou o filme Ensaio sobre a
cegueira, baseado no livro de mesmo nome, do escritor português José
Saramago. Nessa obra, uma cidade inteira é acometida por uma epidemia de
cegueira com características muito peculiares, é uma cegueira na qual as
pessoas passam a enxergar tudo branco, e apenas uma pessoa não é afetada e mantém
a visão. O drama revela a luta
pela sobrevivência de um grupo de pessoas que, como a maioria dos demais, fica cego
e se vê reduzido a seres humanos tentando dar conta de suas necessidades
básicas e expondo seus instintos mais primitivos. Esse grupo em particular
mostra o resgate da humanidade perdida e nos faz pensar sobre a função do olhar
do semelhante como forma viver em sociedade e da responsabilidade daqueles que
podem ver. Essa obra é um bela metáfora sobre a visão,
ou a percepção das coisas, e nos faz questionar sobre o que estamos deixando
de ver, o resgate de uma lucidez num tempo em que tudo parece tão acessível e
explícito.
Neste sentido, no campo da
psicologia clínica, poderíamos levantar alguns questionamentos: o que poderia ser considerado cegueira do terapeuta? Onde o terapeuta se permite cegar? Qual seu ponto cego? Existiria alguma cegueira terapêutica? O terapeuta é seu próprio
instrumento de trabalho, é através de seu corpo que ele percebe o consulente e,
a partir de seus sentidos, que ele pode realizar um trabalho terapêutico. Não pretendemos tratar aqui da cegueira
enquanto falta da visão
propriamente dita, mas do sentido metafórico de não ver. E, para isso, nada
melhor do que partirmos do corpo e utilizar como representante da percepção o
sentido da visão. Afinal, no uso coloquial, atribuímos à visão a percepção
sobre as coisas.
Nosso objetivo, no Gestalt em Ato
de maio, é o de abrirmos um espaço para levantar questionamentos e desenvolver
uma maior percepção sobre nosso corpo e sobre o uso que fazemos dele enquanto
clínicos e também nas nossas relações cotidianas.
Participe conosco dessa discussão
e viagem pelos nossos sentidos no próximo Gestalt em Ato, dia 8 de maio de
2012, às 14h30 (novo horário)!
quarta-feira, 18 de abril de 2012
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