segunda-feira, 16 de maio de 2011

Maio de 2011: Afinal, o que pode o Psicólogo?

Em 4 de maio, aconteceu a terceira edição do Gestalt em Ato de 2011 com o trabalho Olhando Gestalticamente para as organizações: Afinal, o que pode o Psicólogo?, apresentado pelo Psicólogo e Gestalt-terapeuta Cleber Rodrigues de Paula. O encontro reuniu estudantes e profissionais interessados em conhecer um pouco mais sobre o tema.

Essa terceira edição se produziu a partir das perguntas suscitadas pela experiência de cada um no campo do trabalho e das organizações. Como ponto de partida, foi lembrado que predomina na psicologia uma prática profissional empobrecida, com o profissional psicólogo sendo demandado em função da produtividade e do lucro em detrimento do sujeito. Também o discurso contraditório dos sindicatos, baseados em uma leitura rasa do materialismo dialético que não dá conta da dimensão da subjetividade no trabalho. Mesmo as políticas públicas voltadas para a área o fazem a serviço de uma idealização do sujeito trabalhador. Esse encontro deixou evidente o engajamento dos profissionais na ética apregoada pela gestalt-terapia e o entendimento de que há lugar para o debate e construção de uma "clínica gestáltica ampliada" que possa dialogar com outros saberes e áreas ligadas ao trabalho.

Agradecemos a todos que estiveram presentes e que contribuíram para a construção desse encontro e deixamos um convite para o próximo Gestalt em Ato que será realizado dia 1 de junho de 2011: Abrigos, manicômios e prisões: o sofrimento ético-político e as instituições totais.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Olhando gestalticamente para as organizações: afinal, o que pode o Psicólogo?

Cleber Rodrigues de Paula

A partir de qual lugar olha o psicólogo no contexto do trabalho e das organizações?

Olhar tangido pela ética que acolhe o estranho, o inusitado; e um agir pautado pelo desvio para esse estranho - o olhar da gestalt-terapia.

 
E onde está esse outro (estranho) no contexto das organizações?

Estará naquilo que a linguagem organizativa chama de “fator humano”?

Estará lá fora, naquilo que ameaça a pretensa estabilidade?

Quando se fala em algo que se quer organizado, esse outro/estranho soa ameaçador, portanto alvo de ataques ou de correções, não de acolhimento.

Então, o que pode o psicólogo?

Venha participar  conosco dessa discussão no próximo Gestalt em Ato, dia 04 de maio de 2011, às 19hs, no Instituto Müller-Granzotto.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Abril de 2011- Recursos terapêuticos: descobrindo crianças


Em 6 de abril, aconteceu a segunda edição do Gestalt em Ato de 2011 com o trabalho Descobrindo crianças e os recursos terapêuticos, apresentado pelas Psicólogas Carolina Koneski e Lydiane Soares. O encontro reuniu estudantes e profissionais interessados em conhecer um pouco mais sobre o tema.

O trabalho iniciou com uma breve apresentação dos participantes, seguido por um experimento clínico envolvendo recursos lúdicos. Em seguida, foi aberto um espaço onde cada um podia falar de sua experiência com os recursos e o que motivou a escolha de cada um. Uma conversa informal foi se delineando com base nessa experiência e, após essa parte vivencial foi se evidenciando a história infantil de cada participante que foi mobilizada a partir do recurso terapêutico. As terapeutas deram prosseguimento ao trabalho trazendo aquilo que embasa o trabalho do gestalt-terapeuta infantil e esclarecendo qual a função dos recursos lúdicos nessa abordagem.

Agradecemos a presença de todos que contribuíram para a construção desse encontro entre a criança e o adulto e deixamos um convite para o próximo Gestalt em Ato que será realizado em 4 de maio de 2011: Olhando gestalticamente para as organizações: afinal, o que pode o psicolólogo?

sábado, 2 de abril de 2011

Descobrindo crianças e os recursos terapêuticos

Carolina Koneski
Lydiane Soares

Todos nós, ao lembrarmos nossa infância, vivenciamos cenas e experiências com nossos mais fiéis companheiros: nossos brinquedos, bonecas, cavalos, jogos, carrinhos. É a partir do olhar de nossa experiência no mundo, como um ensaio de nossa expressão, e deste brincar, que o terapeuta é convidado a participar no atendimento terapêutico com a criança. Os recursos terapêuticos facilitam a comunicação e, através do convite do brincar, disponibilidade, forma e afetação possibilitam o surgimento dos ajustamentos e os padrões relacionais (lidar com a falta, frustração, limites e a capacidade de fantasiar). Presentificando a forma, como bem cita Muller-Granzottto, quando diz que a “meta da experiência clínica – dessa proposta ética de comprometimento com aquilo que faz desvios – é mobilizar a manifestação desses invisíveis” (M.R. MULLER-GRANZOTTO, 2007.).

A vivência lúdica aqui vivida como uma intervenção, como o fenômeno que se apresenta no campo - uma experiência singular e intransferível, encharcada de sentidos e significados na experiência de quem brinca - “[...] talvez seja uma das experiências mais emblemáticas e bonitas da psicoterapia: possibilitar que a criança dê solução à seguinte questão: ‘como eu posso manipular criativamente o meio para suprir minha necessidade através de caminhos satisfatórios?” (AGUIAR, 2005, p. 229).

Na clínica com crianças, onde os recursos terapêuticos são formas de expressão e não meios de avaliação, cabe ao clínico ocupar um lugar diferente na interpretação e análise do brincar. A partir dessa compreensão, pretendemos discutir acerca da prática clínica gestáltica e dos recursos terapêuticos na clínica com crianças.

Aguardamos sua presença.

sábado, 19 de março de 2011

Março de 2011: Acompanhamento terapêutico na Gestalt-terapia


Em 16 de março, aconteceu a primeira edição do Gestalt em Ato de 2011 com o trabalho Acompanhamento Terapêutico (at) na abordagem Gestáltica, apresentado pelas Psicólogas Marcele de Freitas Emerim e Tamara Emerim Guerra. O encontro, que reuniu mais de 15 pessoas, entre estudantes e profissionais, se deu em clima de conversa informal.

Marcele e Tamara introduziram o trabalho explicando um pouco sobre a origem do acompanhamento terapêutico e como, através da dinâmica do self, a Gestalt-terapia entende a psicose (ajustamento de busca).
A partir disso, houve uma discussão sobre a singularidade e riqueza do trabalho de acompanhante terapêutico na abordagem gestáltica e a respeito das situações que o acompanhante enfrenta em sua rotina de trabalho.  Essa discussão despertou nos participantes um desejo por mais aprofundamento, já que o tempo não seria suficiente para dar conta de um tema tão rico e abrangente.  Em função disso, para aqueles que se interessaram por um maior aprofundamento sobre os temas  tratados (acompanhamento terapêutico e ajustamentos de busca), foi deixado um convite para conhecer o curso Psicose na Abordagem Gestáltica: Escuta, Acompanhamento Terapêutico e Cuidado que iniciará em 16 de abril de 2011.

Agradecemos a presença de todos que participaram e contribuíram para  a construção desse belo encontro e deixamos um convite para o próximo Gestalt em Ato que será realizado em 6 abril de 2011: Descobrindo crianças e os recursos terapêuticos.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Acompanhamento Terapêutico (AT) na abordagem gestáltica


 Marcele de Freitas Emerim
Tamara Emerim Guerra

 No AT, o setting terapêutico pode ser a rua – com todas as suas possibilidades e demandas, a casa do acompanhado/consulente, a escola, o cinema, o ônibus – com todas as peculiaridades e desejos que cada lugar imprime.
Se pensarmos especialmente na Clínica dos Ajustamentos de Busca (psicose), onde a figura do acompanhante terapêutico (at) é vista com mais frequência, podemos dizer que o AT diz respeito à dimensão política de atenção gestáltica às psicoses.
Ainda que, por vezes, o profissional (at) possa dar suporte aos ajustamentos de busca como clínico (dimensão ética) ou apenas “estar junto”, servindo como referência à função personalidade (dimensão antropológica); na leitura gestáltica desenvolvida pelo casal Marcos e Rosane Müller-Granzotto, o papel do at nos ajustamentos de busca é eminentemente político.
Nesse entendimento, cabe ao at estabelecer interlocuções com o meio no intuito de promover transformações para que o meio social seja capaz de acolher as produções psicóticas de seu acompanhado/consulente, visando sua sociabilidade, o aumento de sua contratualidade social – apostando em uma nova configuração que inclua o psicótico.  Busca-se a inclusão política das pessoas psicóticas. As demandas do at não são direcionadas ao consulente/acompanhado, mas sim a toda a sociedade, para o acolhimento a todo tipo de singularidade, a toda forma de se estar no mundo.

Vamos continuar essa conversa sobre as possibilidades e a função do Acompanhamento Terapêutico?

Esperamos você no dia 16 de março, às 19h, no Instituto Müller Granzotto.

Alameda Heriberto Hülse, 98 – Centro – Florianópolis
Tel. (48) 3322 2122

Essa atividade é gratuita e aberta ao público. Participe!